sábado, 12 de dezembro de 2009

Síndrome de Sjögren (SS)


A Síndrome de Sjögren (SS) é uma doença auto imune crónica, em que o sistema imunológico do próprio corpo do paciente erroneamente ataca as glândulas produtoras de lágrimas e saliva. Os linfócitos, infiltram-se por estas glândulas provocando diminuição da produção de salivas e lágrimas.
Características principais: secura nos olhos e na boca. Pode também causar secura de pele, nariz e vagina e pode afectar outros órgãos do corpo, inclusive os rins, vasos sanguíneos, pulmões, fígado, pâncreas e cérebro. Provocam também fadiga e dor nas articulações, que podem comprometer de forma significativa a qualidade de vida do paciente.
Estima-se que 4 milhões de americanos tenham a SS, muitos deles sem diagnóstico. Nove entre dez pessoas com SS são mulheres. Embora a maioria das mulheres diagnosticadas costumem estar na menopausa ou ainda mais velhas, SS pode ocorrer também em crianças, adolescentes e adultos jovens. Mulheres jovens com SS podem apresentar complicações na gravidez. No Brasil não se sabe o número exacto de portadores da SS. A causa ou causas específicas da SS não são conhecidas, mas múltiplos factores provavelmente estão envolvidos, de entre os quais os genéticos, viróticos, hormonais ou suas interacções.
Sintomas: Os sintomas são muito variados. Duas pessoas com a SS nunca têm exactamente os mesmos grupos de sintomas ou história médica. Os sintomas podem estabilizar, piorar ou mesmo regredir. Para alguns, os sintomas de olhos secos e boca seca são manifestações proeminentes, enquanto outros passam por ciclos de bem-estar completo seguidos de uma doença grave.
Diagnóstico: O diagnóstico frequentemente, não é uma tarefa fácil uma vez que os sintomas da SS podem assemelhar-se aos de outras doenças como o lúpus, a artrite reumatóide, a síndrome da fadiga crónica, a fibromiologia, a esclerose múltipla e a doença de Alzheimer. Devido às variedades de sintomas, o paciente pode ser encaminhado para diversos especialistas (Reumatologista, Dentista ou Oftalmologista), e o diagnóstico muitas vezes não é definido. Entretanto, nem todo ressecamento pode resultar de SS. Muitos medicamentos, inclusive os usados para tratamento da hipertensão arterial, depressão, resfriados, alergias e problemas gastrointestinais podem causar secura nos olhos e na boca.
Tratamento: O tratamento depende dos sintomas e do seu grau de severidade. A SS pode não representar risco de vida iminente , mas certamente provoca profundas alterações na vida do paciente. Com uma conduta terapêutica apropriada, a qualidade de vida pode em muito ser melhorada. Lágrimas artificiais e substitutos de saliva podem amenizar os sintomas de ressecamento.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Preserve o seu Baço



Considerado por muita gente um órgão “classe B”, sem nenhuma função importante, o baço está ganhando destaque nos meios científicos. Segundo um novo estudo, ele é muito mais do que um coadjuvante e pode oferecer uma ajuda vital, sim, em casos de ferimentos profundos e até infartos. Quem assina embaixo é um grupo de pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts e da Faculdade de Medicina Harvard, nos Estados Unidos. Eles notaram que no caso de um ataque cardíaco, por exemplo, o baço envia imediatamente células que ajudam a reparar os tecidos lesionados, o que minimiza as sequelas. É bem verdade que isso foi observado em ratos... A expectativa, porém, é que os resultados sejam semelhantes em seres humanos.
Com cerca de 13 centímetros — ou, mais ou menos, o tamanho da sua mão —, o baço pode ser comparado a uma esponja, que suga muitos invasores nocivos e não os deixa sair. Seus vasos são tão estreitos que qualquer hóspede estranho é facilmente reconhecido e, claro, combatido. Ele retém, ainda, células mortas ou doentes que estejam perambulando na circulação sanguínea. É como um filtro que faz um serviço de controle de qualidade: o sangue passa por seus vasos, repleto de glóbulos vermelhos jovens e velhos, e o baço seleciona, prende e destrói aqueles que não têm mais utilidade.
Aliás, por ser uma esponja sempre carregada de muito sangue, o baço às vezes é fundamental para manter o volume adequado de líquido em nossas veias e artérias. “Quando sofremos uma hemorragia, esse órgão se contrai para bombear depressa sangue para os vasos, restabelecendo o equilíbrio”, descreve a hematologista Denise Dourado, do Hospital do Coração, em São Paulo.
Ele é também um reservatório de monócitos. Antes que o termo cause algum desconforto, aí vai uma explicação rápida: monócitos são glóbulos brancos que ficam nesse órgão, quietinhos, sendo prontamente enviados para a corrente sanguínea quando as nossas defesas precisam de uma ajuda extra. “Existe uma enorme quantidade dessas células ali, mas elas só agem quando o organismo enfrenta alguma emergência”, explica Denise Dourado.
Apesar de ter tanta relevância para as nossas defesas, o baço é um órgão dos mais frágeis e pode sair danificado até com uma simples pancada. E daí os médicos, às vezes, não encontram outra saída: “Uma batida forte pode provocar uma ruptura e, com ela, uma hemorragia interna grave. Para resolver, em casos assim, nós precisamos remover o órgão”, lamenta informar Paulo Augusto Silveira, hematologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Há também doenças hematológicas que exigem o mesmo procedimento radical — de anemias severas e hereditárias a linfomas, passando por cistos no órgão. Quando surgem, o pequeno e discreto baço pode aumentar até dez vezes de tamanho, a ponto de saltar aos olhos de quem observa o abdômen. E é fácil entender: um baço crescido assim consegue reter muito mais sangue. Mas, aí, não guarda para si apenas os glóbulos sanguíneos velhos ou doentes, que precisariam ser descartados. Passa a sequestrar também células de sangue jovens e saudáveis. É o que os médicos chamam de hiperesplenismo. “No entanto, mesmo em episódios assim, o indivíduo só deve optar por retirar o baço em último caso, depois de tentar um tratamento com remédios”, salienta o hematologista Marcello Augusto Cesar, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.
Quando a operação é inevitável, a má notícia para os “sem-baço” é que, segundo estudos clássicos, tende a viver mais quem tem a sorte de preservar o órgão intacto. “É claro que dá para viver sem ele, até porque outros órgãos, como o fígado, assumirão suas funções”, diz Marcello Cesar. “Só que inevitavelmente o sistema imunológico ficará mais debilitado e, cientes disso, precisamos acompanhar bem esses pacientes, reforçando, por exemplo, sua vacinação.” Hoje, ninguém mais acha que o baço pode ser dispensado assim, sem mais nem menos.

Os antigos gregos associavam pessoas com problemas de baço ao sentimento de tédio e até ao mau humor. Hoje se sabe que o verdadeiro problema desses indivíduos é outro: seu corpo é mais indefeso e precisa de cuidados, como uma vacinação sempre em dia.

Por: Lia Scheffer. Design: Letícia Raposo.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

II Espaço Patologia




Durante o I Encontro Caririense de Biomedicina aconteceu o II Espaço Patologia na Faculdade Leão Sampaio. Neste, houve a exposição de trabalhos, realizados por alunos da FLS que cursam, no momento, a disciplina de Patologia administrada pelo Prof. Flávio Furtado. A exposição recebeu como tema: Neoplasias e a Cultura do Cariri.

domingo, 22 de novembro de 2009

Siamesas separadas não têm danos cerebrais


Sobre H1N1

Autoridades norueguesas informaram nesta sexta-feira (20) que detectaram umamutação potencialmente significativa no vírus H1N1, causador da nova gripe, em três pacientes.

A informação, divulgada por meio de comunicado, é do Instituto de Saúde Pública da Noruega. "A mutação poderia estar afetando a habilidade do vírus de penetrar mais profundamente o sistema respiratório, causando, assim, uma enfermidade mais séria", diz o texto, assinado por Geir Stene Larsen. Mas não haveria razão para acreditar que a mutação tenha qualquer implicação sobre a efetividade de vacinas ou drogas antivirais, ressalva o instituto.

A nova mutação foi descoberta nas duas primeiras pessoas que morreram por causa da enfermidade no país. O terceiro paciente está em estado grave.

A Organização Mundial da Saúde (OMS, a agência de saúde pública das Nações Unidas) declarou que aparentemente a mutação não está disseminada pela Noruega, e que o vírus, em sua forma alterada, permanece vulnerável a remédios e imunizantes. Ainda segundo a entidade, uma mutação similar foi detectada em vírus circulantes em outros países, como China e EUA, tanto em casos graves quanto em casos mais simples.

"Essa mutação tem sido detectada esporadicamente", comentou Anne Schuchat, membro do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. "Creio que é simplesmente muito cedo para afirmar o que isso pode significar em longo prazo."

Na Grã-Bretanha, especialistas estão investigando a possibilidade de que uma cepa do H1N1 resistente ao Tamiflu, medicamento indicado pela OMS para combater a nova gripe, esteja se disseminando. A informação é da Agência de Proteção à Saúde (HPA, na sigla em inglês).

Segundo o último boletim da OMS, 6.770 pessoas morreram de nova gripe.

Com informações da Agencia EFE e da Reuters.

Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1386803-5603,00-NORUEGA+NOTIFICA+MUTACAO+DO+VIRUS+HN+CAUSADOR+DA+NOVA+GRIPE.html

I Encontro Caririense de Biomedicina



Para enriquecimento intelectual dos alunos, foi realizado nos dias 17 a 20 (Dia do Biomédico) o I Encontro Caririense de Biomedicina na Faculdade Leão Sampaio. Foi um tempo muito agradável onde professores e mestres expuseram assuntos da atualidade, como o Avanço na Tecnologia de Vacinas, Biotecnologia e Patentes, Criminalística Forense, Avanços na Pesquisa do Câncer e outros. O evento contou com a participação de alunos do curso de Biomedicina e Biologia, os mesmos apresentaram trabalhos de pesquisa científica. Ao final da semana foram feitos sorteios de brindes para os que participaram do Encontro.

domingo, 8 de novembro de 2009

Música para o Coração


Ritmo, melodia e harmonia podem fazer o peito bater mais forte e feliz. Não é só papo de gente romântica, não. É a medicina de ponta que comprova e prescreve esse benefício

por KÁTIA STRINGUETO design THIAGO LYRA ilustrações ROBERTO WEIGAND

Pode ser a batida pop de Sting, a cadência dos sambas de Cartola, as sinfonias de Mozart ou ainda os tangos com incorporações de jazz de Astor Piazzolla. Não importa. Basta ouvir aquela música preferida para que uma cascata de emoções positivas venha à tona, fazendo a gente reviver dez, cem, mil vezes uma situação prazerosa. Amplificações à parte, o que um estudo da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, acaba de provar e apresentar para a Associação Americana do Coração é que aquelas canções consideradas especiais para um indivíduo têm efeito direto sobre a saúde cardíaca.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores resolveram medir, por meio de ultrassom, o diâmetro dos vasos sanguíneos no braço de dez voluntários saudáveis e não fumantes logo após uma sessão com suas músicas prediletas. Os participantes, no entanto, tiveram de se submeter a um jejum musical durante os 15 dias anteriores à medição, tudo para intensificar o impacto do estímulo sonoro na hora do experimento.

No dia D, foi pedido a eles que levassem os hits que mais lhes causavam contentamento — o estilo country, o sertanejo à americana, foi disparado o mais escolhido na experiência. Depois de 30 minutos ao som das canções, os cientistas observaram um aumento de 26% no calibre dos vasos, um resultado bastante expressivo — para ter uma ideia, um vídeo com o mesmo tempo de duração e tiradas bem-humoradas provocaram uma dilatação de 19%. Ainda a título de comparação, audiotapes para induzir ao relaxamento causaram uma distensão de 11%. Já a barulheira do heavy metal deixou os vasos 6% mais estreitos e os voluntários, ansiosos.

Mas por que a música cala fundo no coração? “Acreditamos que esse tipo de estímulo provoque a liberação de substâncias protetoras, como o óxido nítrico, que dilata os vasos”, explica a SAÚDE! o cardiologista Michael Miller, um dos autores do estudo. “Além disso, o óxido nítrico reduz a formação de coágulos e o endurecimento das artérias”, conclui o médico, um fã confesso de jazz.

Essa molécula benéfica é secretada pelo endotélio, a camada que reveste internamente os vasos. Daí, não é de estranhar que o trabalho também tenha investigado como esse tecido reage às notas sonoras. O aumento do calibre arterial permite que o sangue circule com mais facilidade, o que contribui para abaixar a pressão e levar uma maior quantidade de oxigênio para o corpo todo. “E, quanto maior a oxigenação das células, melhor o funcionamento do cérebro, do coração e do sistema imunológico”, explica o neurologista e maestro Mauro Muszkat, da Universidade Federal de São Paulo.

O efeito benéfico da música começa a reverberar primeiro na massa cinzenta para, em seguida, se refletir no coração. “Ela aumenta a produção de endorfina e serotonina, substâncias produzidas no cérebro e responsáveis pela sensação de prazer, faz diminuir a liberação de cortisol, o hormônio do estresse, e, por fim, regula a frequência cardíaca”, diz Muszkat, que também é coordenador do In Music, grupo de cientistas da Unifesp que estuda a ação da música sobre o corpo.

Quer ouvir mais uma vantagem de manter o MP3 ligado? No início de 2008, um estudo publicado na importante revista científica inglesa The Lancet revelou que a música contribui para a reabilitação de indivíduos que sofreram derrame. Mas que tipo de som? De novo, o que estivesse ao gosto do freguês. Entre os 60 pacientes acompanhados por dois meses, aqueles que escutaram composições do gênero “minhas preferidas” apresentaram memória verbal e atenção significativamente melhores do que o grupo que era só ouvidos para audiolivros.

Outra boa notícia: o tempo exato de audição capaz de manter o coração e a mente em paz está longe de ser uma coisa do outro mundo. “Um estudo do Instituto de Montreal, no Canadá, mostrou que a exposição constante ao estímulo, por pelo menos duas horas diárias, já produz benefícios para a saúde em três ou quatro dias”, revela Muszkat. O pesquisador americano Michael Miller é mais contido na prescrição da dosagem.

“De 20 minutos a meia hora de música agradável, várias vezes por semana, já é uma boa pedida”, recomenda.

Extraído de saude.abril.com.br