quarta-feira, 30 de setembro de 2009


Esta semana, a disciplina de Patologia promove a integração interdiciplinar através do interesse pela ciência.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Fibromialgia


Caracteriza-se por dor muscular e tendinosa difusa crônica em pontos dolorosos de localização anatômica específica. Os sintomas são dores generalizada ("dói tudo"). Em nenhum momento haverá inflamação ou deformidade nas articulações e os movimentos não estão limitados.

Caracteristicamente, os portadores de fibromialgia têm os sintomas por anos sem modificações importantes. Os problemas são dor e fadiga.

Como se desenvolve?

A causa e os mecanismos que provocam fibromialgia não estão perfeitamente esclarecidos. Não há nenhuma evidência concreta de que possa ser transmitida nem se verifica maior prevalência em familiares.

Diminuição de serotonina e outros neurotransmissores provocam maior sensibilidade aos estímulos dolorosos e podem estar implicados na diminuição do fluxo de sangue que ocorre nos músculos e tecidos superficiais encontrados na fibromialgia.

Qual a melhor forma de tratamento?

No tratamento, devem ser usados analgésicos; não parece haver vantagem no uso de anti-inflamatórios ou cortisona em caráter permanente.

São drogas obrigatórias os antidepressivos tricíclicos (principalmente amitriptilina e ciclobenzaprina) que agem sobre a serotonina no cérebro e têm efeito analgésico no sistema nervoso central.

Condicionamento muscular orientado por conhecedores da doença e seu entendimento pelos pacientes são indispensáveis. Pacientes com manifestações psiquiátricas mais intensas devem ter atendimento especializado.

Durante esta semana, acontece na Fac. Leão Sampaio a exposição do 1º Pathoscópio - Conceitos de Patologia. Participamos com o tema exposto abaixo:




sábado, 26 de setembro de 2009

ALERGIAS

O sistema imunológico normalmente defende o nosso organismo contra infecções, câncer, lesões e substâncias nocivas, com produtos químicos tóxicos. Ás vezes, porém ele reage excessivamente, atacando uma substância estanha normalmente inofensiva. Esta reação é uma resposta fenômeno conhecaido como alergias. Tais respostas podem variar a intensidade deste quadros brandos até distúrbios que ameaçam a sobrevivência.
Como se da a resposta alérgica?
Uma alergia se desenvolve se o sistema imunológico se torna sensibilizado a uma substância estranha (um alergeno). Quando exposto pela primeira vez ao alergeno, podendo este ser como pólen, sementes oleoginosas ou penicilina, o sistema imunológico cria anticorpos para combatê-lo. Os anticorpos revestem a superfície dos mastócitos, encontrados na pele, mucosa do estômago, pulmões e partes superiores dos vias respiratórias. Se o alergeno entra no corpo novamente, essas células montam uma resposta alérgica.
Etapas decorrentes a penetração do alergeno.

1. Exposição a alergeno:
Com a penetração do alergeno no organismo o sistema imune é ativado, células sanguíneas que fazem fagocitose são liberadas para combater o agente estranho, os linfócitos liberam os anticorpos que se ligam ás superfícies de mastócitos. Estas células de defesa contem histamina, que normalmente causa inflamação.
2. Anticorpos ativados:
Os alergenos em contato com os anticorpos se ligam a dois ou mais provocando a ruptura da célula. Fragmentos desta serviram para forma a resta contra esse agente causador a inflamação, os anticorpos levarão os fragmentos até as células B de memória que montarão uma resposta especifica para aquele alergeno.
3. Histaminas liberadas: Os grânulos do interior do mátocitos liberam histamina quando a célula se rompe. Esta histamina causa uma resposta inflamatória que irrita tecidos corpóreos e produz os sintomas de uma alergeno.


Algumas reações alérgicas causam inchaço de tecido do corpo, quadro denominado ANGIOEDEME.

O inchaço geralmente aparece repentinamente, em tecidos, imediatamente, abaixo da pele e em membranas mucosas. O angiedema freqüentemente afeta a face e os lábios, ele pode também ocorrer na boca, na língua e nas vias respiratórias, interferindo na respiração e na deglutição. Os desencadeamentos mais comuns são alimentos, como sementes oleoginosas e frutos do mar, outras possíveis causas são os antibióticos e as picadas de insetos. O angiedema grave necessita de tratamento médico emergencial. Para casos brandos, corticóides ou anti-histamínicos podem ser administrados para reduzir o inchaço.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Doenças Respiratorias


Milhares de microrganismos flutuam mesmo no ar mais limpo, e cada respiração traz essas partículas para o interior do trato respiratório. Apesar dos sistemas de defesa, como muco e cílios, esses micróbios aumentam o risco de infecções respiratórias. Se o nariz a faringe e laringe forem atingidas é chamados das vias áreas superiores (IVAS).
Como essas infecções se dão, pela penetração de bactérias e vírus estes se alojam nas células e dependendo do local é a parte mais afetada. As IVAS estão expostas à entrada continua de microrganismos a cada ato respiratório os micróbios agressivos podem conseguir penetra em vários lugares, e dar inicio a uma zona de infecção lá. Além das cavidades nasais, mais acometidas pelo resfriado comum, os outros lugares de risco incluem, os seis paranasais , a faringe ou garganta e a laringe. Os seios da fase são cavidades cheias de ar que se ampliam a partir da cavidade nasal em direção aos ossos do crânio e da fase. Há também grupamentos de tecido linfóide nas vias áreas superiores, os quais podem inchar consideravelmente durante a infecção, eles incluem as tonsilas faríngeas (nasofaringe), atrás das cavidades nasais, e as tonsilas palatinas, ou “amígdalas” localizadas de cada lado da orofaringe, perto da parte posterior do palato mole. Cada área infeccionada causa sintomas específicos.
Inflamação e dor, em várias combinações da faringe, tonsilas palatinas e laringe são, freqüentemente conhecidas pela denominação geral de “dor de garganta’’. As causas habituais são penetração de bactérias ou viroses, que podem esta associada com propagação de infecção causada por um resfriado comum. As tonsilas tendem a ser maiores durante a infância, uma vez que esse grupo contrai mais doenças infecciosas por que sua imunidade ainda esta em processo de desenvolvimento.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Palavras-Chave da Inflamação Crônica



A inflamação crônica ocorre nas seguintes situações:
1. Infecção persistente por certas bactérias como por exemplo o bacilo da tuberculose;
2. Exposição prolongada a determinadas substâncias irritantes tais como a sílica;

3. Reações autoimunes como por exemplo no lupus eritematoso sistêmico.

Características morfológicas:
1. Infiltrado inflamatório por células mononucleares (macrófagos, linfócitos e plasmócitos);
2. Destruição tecidual que é produzida pela persistência do agente agressor ou pelas células inflamatórias;
3. Tentativa de reparo que produz tecido conjuntivo.

Os macrófagos são as principais células da inflamação crônica e acumulam-se no foco inflamatório por três mecanismos:
1. Quimiotaxia;
2. Proliferação de macrófagos no foco inflamatório;
3. Liberação no foco inflamatório de um fator de inibição da migração de macrófagos, que os impede de abandonar o foco inflamatório.

Outras células importantes na inflamação crônica são:
1. Linfócitos - mobilizados em reações imunes (T e B) e não imunes. Interagem com os macrófagos;
2. Eosinófilos – são particularmente abundantes nas reações imunes mediadas por IgE e nas parasitoses;
3. Mastócitos – são células abundantes no tecido conjuntivo e que podem liberar histamina, particularmente nas reações anafiláticas a drogas, venenos de insetos e reações a alimentos;
4. Leucócitos polimorfonucleares – embora sejam mais característicos das inflamações agudas, podem ser encontrados também nas inflamações crônicas.

Efeitos sistêmicos da inflamação:
1. Febre - é produzida como resposta a substâncias (pirógenos) que provocam a liberação de mediadores que agem no hipotálamo, desencadeando a liberação de neurotransmissores que reprogramam o nosso termostato corporal para uma temperatura mais alta. É um mecanismo de defesa.
2. Proteinas da fase aguda - proteina C reativa, fibrinogênio, proteina amilóide A sérica são produzidas pelo fígado e aumentam nas infecções, podendo ser dosadas ou indiretamente estimadas para diagnóstico. Em infecções crônicas, a produção continuada de proteína amilóide A sérica pode levar à amiloidose secundária.
3. Leucocitose- ocorre por causa do aumento da liberação de leucócitos pela medula óssea (estimulada por citocinas), inclusive leucócitos ainda imaturos (desvio para a esquerda).
4. Sepsis - em infecções bacterianas graves, a grande quantidade de bactérias ou de lipopolissacarideos bacterianos (LPS ou endotoxinas) presentes na circulação provocam a produção de grande quantidade de citocinas que por sua vez desencadeiam coagulação intravascular disseminada, consumo de fatores da coagulação e hemorragias. Citocinas podem causar lesões hepáticas e prejudicam a sua função e consequentemente hipoglicemia por baixa da gliconeogenese. Aumento da produção de óxido nítrico leva a falência cardíaca aguda e choque. Esta tríade (coagulação intravascular disseminada, hipoglicemia e insuficiência cardíaca aguda é conhecida como choque séptico. A inflamação e as tromboses percebidas em diversos órgãos podem ocasionar falência d múltiplos órgãos tais como os pulmões (síndrome da angustia respiratória do adulto - SARA), os rins (insuficiência renal aguda - IRA) e os intestinos.
5. Outras manifestações - taquicardia, tremores, calafrios, anorexia, sonolência, palidez.