
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Gastrite

REFLUXO GÁSTRICO
O conteúdo do estômago pode fluir de volta para o esôfago, causando desconforto conhecido como azia que é um sintoma comum e freqüentemente ocorre após excesso de alimento ou abuso do consumo de álcool, ou em gestantes. Às vezes, porém o problema persiste ou sua gravidade aumenta e requer cuidados médicos. Se o reflexo permanece, ale pode causar inflamação no esôfago.
Na passagem do esôfago para o estômago, a pressão é bastante forte para impedir a passagem do suco gástrico para o esôfago, pois a mucosa que o reveste não está preparada para receber essa substância irritante.
Quando existe uma fraqueza nessa região ou porque o diafragma (músculo que separa o tórax do abdômen) não consegue conter as estruturas que estão abaixo dele, ou por alterações funcionais do próprio músculo, o estômago sobe e forma uma hérnia chamada hérnia de hiato. Nesse caso, um líquido ácido escapa do estômago, atinge o esôfago e pode alcançar outros órgãos dos aparelhos digestivo e respiratório.
O percurso do suco gástrico até faringe e a boca e a irritação que pode provocar nas estruturas da cavidade oral. Como a parte superior do aparelho digestivo está em contato íntimo com o aparelho respiratório (a faringe é separada da laringe pela epiglote), o suco gástrico pode alcançar a glote e penetrar na laringe, traquéia, brônquios e nos pulmões e provocar problemas graves no organismo.
Obesidade e tabagismo aumentam a probabilidade de refluxo gástrico. Os sintomas também podem se desenvolver em pessoas com hérnia de hiato.
GENGIVITE
A inflamação das gengivas é uma dos problemas mais comuns de todos os problemas de saúde. A causa usual da gengivite é a higiene oral precária, a placa bacteriana (deposição de partículas de alimentos e outros detritos) se acumula em torno da base dos dentes, onde as coroas encontram a gengiva. Esta se torna vermelho-arrocheado e inchada, sangrando com facilidade quando escovada. Se não tratada, essa pode se destacar do colo do dente produzindo uma área de aglomeração de bactérias e causar infecção.
Fatores que contribuem para a gengivite incluem gravidez e diabetes sem controle, devido à alterações hormonais que pode aumentar a susceptibilidade da gengiva e/ou modificar a composição da microflora dentogengival. Alterações hormonais durante a puberdade também podem aumentar o risco de gengivite. O risco de gengivite é elevado por cálculos dentais, dentes desalinhados e mal ajustamento ou limpeza inadequada em dentaduras, pontes e coroas. O medicamento fenitoína, pílulas anticoncepcionais e ingestão de metais pesados também podem causar gengivite. Escovar os dentes com creme dental e usar fio dental são as melhores formas de prevenção.
O principal tratamento é a remoção da placa pelo dentista.
Processo Inflamatório

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Ferimentos
Quando a superfície da pele é lesada por ferimentos, a cicatrização pode ocorrer por si só ou com auxilio médico.
Os ferimentos podem ocorrer por acidente, ou como incisões durante uma cirurgia. A boa cicatrização de um ferimento depende da sua da sua extensão e profundidade, do estado e saúde do paciente, e da prevenção de infecção.
Um ferimento limpo e bem fechado geralmente cicatriza em poucas semanas e quase não deixa marcas. Um ferimento aberto com bordas recortadas leva mais tempo para cicatrizar e pode deixar uma cicatriz com marcas maiores. O processo de cicatrização pode ser auxiliado por fechamento com sutura ou adesivo.
Tipos de lesão.
Perfurante: as perfurantes têm pequenas áreas, mas penetram profundamente. A cicatrização é geral morte rápida, mas há risco de infecção maior por micróbios que penetram o tecido profundo-especialmente a bactéria do tétano (Clostridium tetani) encontrada no solo.
Corte: Os estudos com bordas lisas geralmente se fecham com um mínimo de formação de cicatriz se adequadamente limpos, fechados para promover a cicatrização das bordas da pele e cobertos para isolar de infecção cortes mais profundos podem necessitar de sutura para evitar cicatrizes.
Abrasão: Podem arrancar uma grande área de pele, lesando muitas terminações nervosas e causando dor considerável. Abrasão de epiderme geralmente se causam sem forma cicatrizes, abrasões mais profundas tem maior probabilidade de baixa cicatrizes.
domingo, 25 de outubro de 2009
Trombose
Nas veias superficiais, ocorre aumento de temperatura e dor na área afetada, além de vermelhidão e edema (inchaço). Pode-se palpar um endurecimento no trajeto da veia sob a pele.Nas veias profundas, o que mais chama a atenção é o edema e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha.
Nas veias superficiais, ocorre aumento de temperatura e dor na área afetada, além de vermelhidão e edema (inchaço). Pode-se palpar um endurecimento no trajeto da veia sob a pele.Nas veias profundas, o que mais chama a atenção é o edema e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha.
Os fatores que favorecem a coagulação são classificados em três grupos:1 – Estase – é a estagnação do sangue dentro da veia. Isto ocorre durante a inatividade prolongada, tal como permanecer sentado por longo período de tempo (viagens de avião ou automóvel), pessoas acamadas, cirurgias prolongadas, dificuldade de deambulação, obesidade, etc.2 – Traumatismo na veia – qualquer fator que provoque lesão na fina e lisa camada interna da veia, tais como trauma, introdução de medicação venosa, cateterismo, trombose anterior, infecções, etc., pode desencadear a trombose.3 – Coagulação fácil ou Estado de hipercoagulabilidade – situação em que há um desequilíbrio em favor dos fatores procagulantes. Isto pode ocorrer durante a gravidez, nas cinco primeiras semanas do pós-parto, uso de anticoncepcionais orais, hormonioterapia, portadores de trombofilia (deficiência congênita dos fatores da coagulação), etc.
A tromboflebite superficial raramente provoca sérias complicações; as veias atingidas podem, na maioria das vezes, ser retiradas com procedimento cirúrgico, eliminando as chances de complicar. No entanto, se a trombose é numa veia profunda, o risco de complicações é grande.
Complicações imediatas ou agudas – a mais temida é a embolia pulmonar. O coágulo da veia profunda se desloca, podendo migrar e ir até o pulmão, onde pode ocluir uma artéria e colocá-lo em risco de vida.Complicações tardias – tudo se resume numa síndrome chamada Insuficiência Venosa Crônica (IVC), que se inicia com a destruição das válvulas existentes nas veias e que seriam responsáveis por direcionar o sangue para o coração. O sinal mais precoce da IVC é o edema, seguido do aumento de veias varicosas e alterações da cor da pele. Se o paciente não é submetido a um tratamento adequado, segue-se o endurecimento do tecido subcutâneo, presença de eczema e, por fim, a tão temida úlcera de estase ou úlcera varicosa.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Priapismo

Existem dois tipos principais de priapismo. O primeiro ocorre por lesão venosa. Há uma obstrução no conjunto de veias que drenam o pênis, impedindo que o sangue presente no órgão, retorne ao corpo. A pressão do sangue dentro do pênis se eleva e falta oxigênio para o tecido peniano, gerando um quadro de dor intensa. O priapismo venoclusivo prolongado pode levar a fibrose do pênis e perda da capacidade de atingir uma ereção, observando-se alterações celulares significativas em apenas 24 horas.
O outro tipo ocorre por uma lesão arterial, onde há a ruptura de uma ou mais artérias que levam o sangue até o pênis. O sangue passa a chegar em grande volume e de forma rápida ao órgão, enquanto o escoamento é lento, gerando um estado de ereção prolongada. Como não há deficiência de chegada de sangue às fibras sensitivas do pênis, geralmente não há dor.
A grande diferença é que neste tipo, a consistência do pênis não é de tanta rigidez como no caso da lesão venosa. Isso ocorre porque o sangue consegue deixar o pênis, mesmo que de forma mais lenta que sua chegada a ele, gerando um estado parcial de ereção, que pode perdurar por um longo período, sem causar dor e muitas vezes sem prejudicar o ato sexual.
O priapismo venoso pode ocorrer devido a doenças como anemia falciforme, doenças neurológicas que causam lesão de fibras nervosas envolvidas no mecanismo de ereção (hérnia de disco intervertebral), infiltração tumoral, pneumonia recentes por micoplasma, intoxicação por monóxido de carbono, malária e outras. Também pode ser causado pelo uso de alguns medicamentos como hidralazina, metoclopramida, omeprazol, hidroxizina, tamoxifeno, testosterona, hipotensores (prazosin), antidepressivos (Prozac), ou anticoagulantes (heparina), além de substâncias injetadas no pênis para provocar ereção artificial (papaverina, fentolamina, prostaglandina E1), e abuso de bebidas alcoólicas e drogas (cocaína). Acidentes com grande lesão do períneo e hemorragia local podem comprometer a drenagem do sangue peniano também levando ao quadro de priapismo. Já o priapismo arterial ocorre devido à ruptura das artérias que levam o sangue para o pênis como trauma perineal e/ou peniano.
O diagnóstico de priapismo é simples, pois pode ser baseado na história do paciente, que é clássica.
O priapismo muitas vezes necessita de atendimento médico URGENTE. Os objetivos do tratamento são esvaziar os corpos cavernosos intumescidos, melhorar a dor do paciente, e prevenir a impotência definitiva.
No caso da lesão venosa, a primeira conduta é puncionar o pênis para aspirar o sangue que se encontra estagnado dentro de pênis. Pela mesma punção deve-se introduzir substâncias como noradrenalina que podem ajudar na detumescência peniana (regressão da ereção). Caso essa manobra não solucione o problema, há necessidade de intervenção cirúrgica, para se criar uma comunicação de escape do sangue (shunt) e com isso, permitir a saída do sangue do interior do pênis.
Na lesão arterial, muitas vezes a ligadura cirúrgica da artéria sangrante ou a obstrução dessa artéria por cateterismo (embolização), resolve o problema.
Caso a busca por atendimento médico seja tardia, com permanência do priapismo por várias horas e conseqüente ocorrência de fibrose dos corpos cavernosos, há a possibilidade de comprometimento definitivo das ereções, quando a única solução passa a ser o uso de prótese peniana.
Há também a possibilidade de outros tratamentos, para casos especiais, como no priapismo secundário à doença falciforme, onde poderá ser necessária uma transfusão de sangue ou uso de oxigênio hiperbárico.

